A missão do site Google, segundo seu co-fundador e presidente de tecnologia, Sergey Brin, é “organizar e tornar disponível todas as informações do mundo”. E esta semana, ao fechar acordo editorial de 125 milhões de dólares nos EUA, a empresa pôde dar mais um passo rumo ao seu objetivo. Como? Sendo-lhe formalmente permitido, agora, digitalizar o conteúdo de livros para os disponibilizar na internet.O programa chama-se “Google Book Search”, e dentre outros objetivos, visa a possibilitar compras online de livros em versão digital, com o devido pagamento de direitos autorais a escritores, permitindo acesso a raridades que já estão esgotados nas livrarias, bem como oferecer, aos seus usuários, acervo de algumas das maiores bibliotecas dos EUA.
O acordo, obtido após dois anos de negociação em ação coletiva iniciada por escritores e editoras estadunidenses, está sujeito à aprovação junto à justiça federal de Nova Iorque. Foi também acertada a criação de um fundo chamado “Book Rights Registry”, o qual permitirá que os detentores dos direitos autorais recebam, também, um percentual dos lucros provenientes de anúncios online de suas obras.
Com o acordo, ao que parece, tanto o Google, quanto os próprios autores da ação, acharam um meio termo que otimiza interesses então contrapostos; e como conseqüência, ter-se-á, também, a felicidade dos próprios internautas, os quais agora disporão de uma ferramenta sem precedentes na história da cultura ocidental. Estar-se-ia, em pleno século XXI, renovando-se o projeto enciclopédico iluminista?
(fonte: Jornal Zero Hora)
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