quinta-feira

Moving Brands

Foi-se o tempo em que as marcas eram meros sinais distintivos visualmente perceptíveis e estáticos. Dizia-se, então, que uma marca poderia ser nominativa (se caracterizada apenas por uma determinada conjugação de caracteres, independentemente de qualquer forma especial); figurativas (se constituída basicamente de elementos visuais diversos de texto) ou mista (se composta de ambos os elementos concomitantemente). Aliás, assim segue referindo o INPI, que realiza interpretação rigorosa da definição presente na nossa Lei da Propriedade Industrial, acolhendo o registro apenas numa das formas referidas acima.

Porém, a realidade é bastante diversa. Produtos e serviços se diferenciam no mercado não apenas por palavras ou ilustrações.

Inúmeros são os exemplos de marcas sonoras (como o plim-plim da Globo ou os sons característicos da Intel, da inicialização do Windows, etc.), todas se prestando basicamente a distinguir esses fornecedores dos demais. Há ainda marcas olfativas, como determinadas essências que são utilizadas especificamente em certas redes de lojas ou junto a determinados produtos e que, com o passar do tempo, igualmente passaram a distingui-los.

Em todos esse casos, inegavelmente esse elementos configuram efetivas marcas, nas acepções jurídica e mercadológica do termo, muito embora - ainda - não sejam registráveis por aqui.

Nesse contexto se insere a tendência das chamadas moving brands, marcas cujo movimento é elemento essencial para conferir a sua identidade. Diversos já são os exemplos dessas marcas. Em alguns casos, o movimento visa a agregar um charme especial para a mensagem que se quer passar. Em outros, ele configura a essência do produto ou serviço indicado pela marca. Nesse último grupo se inclui interessante caso da marca SECCA, reformulada recentemente para melhor caracterizar o centro de arte contemporânea itinerante ao qual ela se refere. Imperdível case descrito no blog Brand New